Compartilhe este conteúdo:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Picture of Giovanni Weber Scarascia

Giovanni Weber Scarascia

Coordenador de projetos de impacto social. Especialista em comunicação inclusiva em projetos sociais e CEO da empresa Desafio Social. Mais de 25 anos de experiência no Terceiro Setor.
Picture of Giovanni Weber Scarascia

Giovanni Weber Scarascia

Coordenador de projetos de impacto social. Especialista em comunicação inclusiva em projetos sociais e CEO da empresa Desafio Social. Mais de 25 anos de experiência no Terceiro Setor.

COMUNICAÇÃO (E EDUCAÇÃO) EM PROGRAMAS DE REURB

A IMPORTÂNCIA DE UMA COMUNICAÇÃO INCLUSIVA (SE, REALMENTE, ESTIVERMOS FALANDO DE UM PROJETO SOCIAL) EM UM PAÍS ONDE 3 EM CADA 10 BRASILEIROS SÃO CONSIDERADOS ANALFABETOS FUNCIONAIS

Giovanni Weber Scarascia (*)

A comunicação e suas estratégias permeiam toda e qualquer ação humana, seja para o bem ou para o mal. Recentemente, o aumento de programas municipais na área de regularização fundiária de interesse social acende uma preocupação concreta: como o público beneficiário (brasileiros de baixa renda) está sendo informado em relação a seus direitos e deveres como um proprietário de direito do imóvel onde reside.

            Os movimentos e experiências são muitas e estão largamente ativas em todo o Brasil. Por se tratar de um projeto com ênfase social, os programas de regularização fundiária de interesse social devem ter um eixos norteadores de suas metas ao menos cinco pontos fundamentais:

  1. Empatia
  2. Verdade
  3. Transparência
  4. Segurança na informação
  5. Compromisso social

O Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) e o Instituto Paulo Montenegro trouxeram números relevantes, porém preocupantes. Tendo como base o ano de 2018, o Inaf aponta que 3 em cada 10 brasileiros são considerados analfabetos funcionais e somente 1 em cada 10 possuem proficiência (leem, analisam e interpretam corretamente um texto).

Se transportarmos essas informações para o cotidiano das empresas e instituições que trabalham na área de regularização fundiária atualmente pode-se entender que a comunicação é um suporte fundamental para o sucesso do empreendimento ou programa, como queiram. Comunicar de forma adequada é entender que o beneficiário não é um número na planilha, mas uma família com sonhos, direitos, deveres e angústias.

Se o REURB dignifica as famílias de baixa renda ao regularizar o imóvel ao entregar-lhe a Certidão de um Cartório de Registro de Imóveis, mais digno ainda é conduzir o processo de ponta a ponta de forma empática, verdadeira, transparente, segura e compromissada socialmente.

Pode parecer romantismo, mas não é.

É respeito.

(*) Jornalista, bacharel em Direito, Especialista em Gestão de Projetos Públicos e Privados, CEO da empresa Desafio Social e Consultor Sênior do Instituto Brasil e do Instituto Manacá. Coordenador de projetos sociais nacionais e internacionais (União Europeia e Banco Mundial).

Compartilhe este conteúdo:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Deixe um comentário